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As organizações de parentes e amigos de reféns mantidos sob poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) querem que intermediadores do Brasil sejam convidados a participar das negociações entre a guerrilha e o governo do presidente colombiano, Juan Manuel Santos. Segundo Miriam Lasso, que faz parte de uma das entidades, a participação brasileira é essencial para as negociações de libertação dos reféns.
“A confiança de ambos os lados [das Farc e do governo] está abalada”, disse Miriam Lasso. “Seria muito importante que um país como o Brasil participasse como mediador”, acrescentou. Porém, em várias ocasiões, Santos disse que as Farc são uma questão interna da Colômbia.
Ontem (1º), as Farc anunciaram a suspensão da libertação de seis reféns, cancelando a operação prevista para este mês. Os guerrilheiros disseram que o governo não cumpriu a desmilitarização da área na qual os reféns seriam libertados, por isso a operação foi adiada por tempo indeterminado.
A previsão era libertar Luis Alfonso Beltrán, César Augusto Lasso, José Carlos Duarte, Jorge Trujillo, Humberto Jorge Romero e José Libardo Forero. Todos eles são integrantes das Forças Armadas da Colômbia.
O comunicado das Farc, divulgado ontem, foi dirigido a 11 parlamentares que costumam assumir a mediação das negociações entre a guerrilha e o governo colombiano. Segundo os guerrilheiros, as “intenções do governo, a todo custo, de tentar um resgate militar” poderiam “levar a um resultado trágico”.