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A osteoporose é uma síndrome que acomete milhões de pessoas no mundo e que é mais prevalente entre idosos e mulheres na pós-menopausa. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o diagnóstico é confirmado quando a densidade mineral óssea (DMO) está abaixo de 2,5 DP da normalidade. Um estudo publicado ano passado nos Anais Brasileiros de Dermatologia revela que a espessura da pele da mão se correlaciona com a densidade óssea, o que sugere que essa medida pode contribuir para a identificação de pessoas com maior risco de desenvolver a doença.
Para chegar a essa conclusão, Hélio Amante Miot, professor assistente do departamento de Dermatologia e Radioterapia da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), e colegas avaliaram 140 mulheres adultas atendidas em um ambulatório de um hospital universitário.
Eles contam no artigo que a média de idade do grupo estudado foi de 57 anos. Já a média da espessura da pele do dorso das mãos das pacientes foi de 1,4 mm.
"A variação da espessura da pele do dorso das mãos entre mulheres adultas correlacionou-se de forma significativa com a variação da DMO lombar e do fêmur, independentemente dos demais fatores de risco, corroborando achados de estudos similares, e sugerindo que as alterações ósseas ocorram paralelamente ao envelhecimento cutâneo, provavelmente, pela atividade das colagenases (enzimas que quebram o colágeno) desses órgãos", dizem os autores na pesquisa.
Diante desses resultados, os pesquisadores defendem que a espessura da pele do dorso das mãos pode ser usada como um marcador de riso para osteoporose.
Para ver o artigo na íntegra, acesse: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-05962011000500003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt#top.
Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)