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Uma pesquisapublicada narevista ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva, em junho de 2011, avaliou os reais benefícios existentes no emagrecimento terapêutico de pacientes obesos. Para isso, foram estudados 43 pacientes submetidos à derivação gástrica, método cirúrgico mais comum para perda de peso. Os pesquisadores Antonio Carlos Valezi e Vitor Hugo Soares Machado contam no artigo que fizeram testes de condicionamento físico, avaliações de peso e de IMC, tanto no pré quanto no pós-operatório, durante um ano. A pesquisa foi realizada no Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina (PR).
Segundo a publicação, após a cirurgia o peso médio diminuiu de 116 kgpara 80 kg, e os índices de condicionamento físico, frequência cardíaca, consumo de oxigênio e hipertrofia melhoraram após o procedimento.
Com os testes, os autores observaram que a maior diferença esteve relacionada à capacidade aeróbica, que se apresentou marcadamente diminuída antes da cirurgia. Eles afirmam ainda que, no pré-operatório, os pacientes mostraram cansaço precoce, mau desempenho cardiopulmonar e hipertrofia ventricular.
Os pesquisadores relacionam esses fatores com a obesidade e o estilo de vida sedentário dos pacientes. Usando os resultados da pesquisa como índices, alegam que a diminuição de peso pode melhorar essas taxas, mas que não seria a única responsável pelas mudanças.
Segundo o artigo, a operação provoca alterações de humor nos pacientes, e as substâncias responsáveis por isso podem atuar no coração, melhorando as taxas de desempenho, frequência cardíaca, hipertrofia e consumo de oxigênio. Além disso, ajuda na redução da massa ventricular, cuja incidência, de acordo com os resultados, diminuiu de 95,3% para 51,2%. O estudo ainda aponta que o emagrecimento ajuda a estabilizar a pressão arterial, diminuindo lesões no coração, vasos e rins dos indivíduos.
Antonio e Vitor ressaltam na pesquisa que a obesidade deve ser combatida para melhorar a qualidade de vida e os índices cardíacos dos pacientes. Mas que, para além da cirurgia de derivação gástrica, é preciso prestar atenção a outros fatores mesmo após o procedimento, como hábitos de vida ativa saudável e boa alimentação. Além disso, eles lembram que o emagrecimento relatado é monitorado e controlado pelos médicos, sendo recomendado aos pacientes obesos com riscos cardiovasculares para melhora dos padrões vitais.
Para ver o artigo na íntegra, acesse: http://www.scielo.br/pdf/abcd/v24n2/a08v24n2.pdf.
Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)