O Ministério Público do Maranhão realizou nesta
quinta-feira, 02, uma grande operação para apreensão de produtos piratas
comercializados por vendedores ambulantes e lojas situadas na Rua de Santana
(Centro) e transversais. A operação, que teve o apoio das Polícias Civil e
Militar, Guarda Municipal e Secretarias Municipal e Estadual da Fazenda,
apreendeu aproximadamente 100 mil unidades desses produtos, como CDs, DVDs,
óculos, bonés, mochilas, entre outros.
Comandada pelos promotores de
Justiça Cláudio Guimarães, da 2ª Promotoria de Investigação Criminal, e José
Augusto Cutrim, da 17ª Especializada na Defesa da Ordem Tributária e Econômica,
a ação de combate à venda de produtos falsificados contou com a participação de
50 pessoas, entre policiais, guardas municipais, fiscais da Receita Estadual e
Municipal, servidores municipais e do Ministério Público. Na primeira atividade,
realizada no dia 11 de agosto, nos bairros da Cohab, Anil, João Paulo, Divinéia,
Centro e Renascença II, apenas CDs e DVDs foram apreendidos, num total de cerca
de 50 mil unidades.
Na avaliação do promotor de Justiça José Augusto
Cutrim, a operação, que vai percorrer toda a cidade de São Luís, foi um sucesso.
?A nossa ideia é sufocar esse tipo de comércio ilegal que tanto prejuízo traz
para os cofres públicos e se constitui em verdadeiras organizações criminosas?,
explicou.
O principal alvo da operação junto às lojas são os
comerciantes de origem oriental, que foram investigados por cerca de três meses
pelo Ministério Público e Polícia Civil, a partir de denúncias de lojistas da
região do Centro da cidade.
O chinês Li Asi Wen, de 51 anos, é dono de
três pontos comerciais na Rua de Santana, os quais administra com outros
familiares. Uma de suas lojas, a Casa Shao Lin, segundo os auditores da Receita
Estadual, está dentro da legalidade. Li Wen apresentou notas fiscais de todos os
produtos comercializados e não foram encontrados artigos falsificados. No
entanto, nas outras duas lojas, a operação aprendeu uma grande quantidade de
óculos, bonés e bolsas falsificados.
O material apreendido nas duas
operações está armazenado nas dependências da sede das Promotorias da Capital e
será destruído de acordo com as normas da Secretaria de Segurança Pública.
Participante da operação o auditor fiscal da Receita estadual, Manoel
Leitão, disse que o prejuízo com o comércio ilegal de produtos atinge não só o
Poder Público, mas também os comerciantes que trabalham dentro da legalidade.
?Quem paga seus impostos corretamente sofre muito com essa concorrência desleal,
já que não podem competir em pé de igualdade (com os que vendem
ilegalmente)?.