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O Guaraná Jesus quer se aproximar dos jovens

Será que consegue?

A nova lata foi a primeira ação
A nova lata foi a primeira ação

O Guaraná Jesus lançou, há aproximadamente 10 dias, uma campanha chamada “Já era pequeno”, em uma nítida tentativa de se aproximar do público mais jovem.

O que aconteceu com a Jesus (no feminino, como é pedido no Maranhão, já que originalmente era a Cola Jesus), é que se tornou um produto considerado clássico, algo cultural, e normalmente jovens não consomem produtos clássicos, que para esse público se lê antigo.

 A mudança começou com o concurso da lata, que ficou com uma leitura mais moderna, sendo escolhida através de uma votação na internet. E porque só a lata? A lata é a embalagem mais utilizada por jovens de 12 aos 20 anos, e poderia ser prejudicial mudar as garrafas que são tradicionalmente as embalagens da “família”. Percebam a complexidade do processo, ter um único produto, mas com duas leituras completamente diferentes. E a Coca-Cola tem experiência nisso, na década de 80 errou feio ao tentar inovar o sabor da Coca-Cola para competir com a Pepsi, criando a New Coke, que foi uma verdadeira tragédia na história da Coca. (Leia mais neste artigo do Mundo do Marketing)

Mesmo com toda a experiência da Coca-Cola americana, a Coca-Cola Brasil ainda parece querer se comunicar de forma errada. Com personagens no melhor estilo “Malhação”, foram criados vídeos para TV e para a Web (www.jaerapequeno.com.br) que se complementam na história do Caio e Gabi, astros da TV, e Lucas e Bia, o casal cupido do Caio e da Gabi, e que fazem comentários na Internet.

Os vídeos trazem os personagens na tentativa de utilizar gírias locais, como “pequeno” e “éguas”, mas de forma nitidamente forçada, me pergunto inclusive se os atores são Maranhenses pois o sotaque não parece local. Ao analisar as contas de Twitter criadas para os personagens, o responsável pelos twitts não faz a mínima questão de esconder que é a mesma pessoa utilizando o software CoTweet e movimentando as contas no mesmo horário. Isso demonstra o pouco sucesso das contas pois a mesma possui algo em torno de 200 seguidores, considerado insuficiente para os investimentos nesse tipo de campanha. Os exageros também continuam nos vídeos do YouTube, onde o personagem Lucas simplesmente joga uma lata toda do refrigerante no rosto, como se fosse normal tal atitude. Conversando com alguns adolescentes sobre a ação, me indicaram os mesmos exageros, e senti que receberam a campanha de forma negativa pois subestima os jovens, tratando-os de forma quase infantil e completamente imatura.

A Campanha “Já era pequeno” da Coca-Cola Brasil teve um planejamento fantástico, unindo várias mídias e integrando com a web, o maior desafio desse tipo de campanha atualmente, no entanto esqueceu de ouvir o público-alvo. A comunicação foi planejada para os adolescentes mas não fala a língua deles, como se fizéssemos uma campanha no Brasil mas falando japonês.

Vamos observar os próximos passos da campanha, mas acho que mudanças virão.



O conteúdo disponibilizado pelos colunistas não reflete necessariamente a opinião da ELO Internet

Alexandre Couto

Alexandre Couto

Administrador de Empresas, MBA em Gestão Estratégica de Marketing. Sócio-Proprietário da R3C Soluções onde atua na consultoria de Marketing.


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Comentários sobre O Guaraná Jesus quer se aproximar dos jovens

Henri

Informático - RJ
Olha, não sou publicitário, mas tenho que dar o braço, pois vocês são geniais.

Conseguir fazer propaganda pra fazer vender esse refrigerante demoníaco de ruim (sem trocadilhos religiosos) é sinceramente coisa de gênio.

"Jesus" é o capeta de ruim!

Bleargh

 

Adrienne

EDITORA - MA
Até que a giria ja era pequeno caiu na boca do povo, pois esculto muita gente falando, não só pq ja era uma giria regional, mas sim por cousa da propaganda, mas concordo que o sutaque daqueles atores, não é nada regional, e concordo que atores da terra seria bem melhor...
 

Espectador

- MA
Concordo com o colunista. Sou até a favor da utilização das gírias locais, mas, da maneira como foi colocada, ficou forçado e sem muito contexto. Nós, maranhenses, já aceitamos a Jesus como clássico e, independente de propaganda, somos adeptos do guaraná cor-de-rosa em qualquer refeição que façamos. O fato é que eventuais propagandas devem tentar abraçar aqueles que ainda estão na fase inicial de apreciação desse refri, ou até mesmo aqueles que têm certa rejeição.
 

raynara

aluna - AL
acho muito legal cara e o maior barato porque parou de passar as propragandas

 

Ana F.

- MA
Concordo que a campanha "Já era pequeno" está tentando atingir os jovens maranhenses, porém de forma errada. Certos exageros de expressões locais ficaram terrivelmente forçadas na interpretação de atores que com certeza não são da região. Dica: Se o produto "Jesus" é uma paixão maranhense , utilizem atores locais que darão mais "realidade" a campanha! Ah..e não esqueçam que os jovens de hoje são "mentes pensantes" e nem um pouco "alienadas".
Parabéns pelo artigo!
 

Alexandre Couto

São Luís - MA
Concordo Thiago!

Abs,
 

Thiago

Doutorando em Marketing - MA
Penso que todo comentário, sugestão e/ou crítica são válidos para qualquer tipo de campanha publicitária, especialmente quando é discutido um assunto que envolve um produto que tem uma raiz regional. Além disso, penso que é essencial que o profissional responsável pela formulação de ideias possa fazer uma revisão ortográfica antes de publicar seu texto.
 

Carlos Henrique M. J.

Vendedor - MA
Já haviam me falado(mal) desse comercial e quando finalmente o vi, achei muito ruim, muito forçado, realmente algumas vezes utilizamos as expressões faladas mas não da forma que está lá. Eu acho que esse comercial deveria sair do ar.
 

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