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NUNCA TE VI, SEMPRE TE CURTI

Leia a crônica do mundano jornalista publicada em sua coluna no jornal O Imparcial

As Valkyrias, sexta passada, no Mandamentos Bar
As Valkyrias, sexta passada, no Mandamentos Bar

(Trecho da coluna publicada domingo, 24 de outubro de 2010)

Para ver + fotos e + mundanidades, acesse o site AlexPalhano

 

"Eu apenas domino a língua dos outros. A minha faz comigo o que ela bem entende"   Karl Kraus


NUNCA TE VI, SEMPRE TE CURTI

Pasme: em 2015, segundo pesquisas, o número de usuários de redes sociais na América Latina e África deve chegar a 527 milhões. E redes sociais substituirão os e-mails como principal meio de comunicação em 20% das empresas do mundo até 2014. Isso mesmo, cabeção!

É, depois das iniciais “cricricríticas”, as redes de relacionamento invadiram mesmo o mundo virtual. Yes, nós somamos hoje 24, 1 milhões de brasileiros nesses sites. Quase 13% da população se relaciona via rede mundial – e esse número cresce absurdamente. Entre maio e junho de 2009, o Facebook cresceu 40% entre nós, enquanto o Twitter avançou 1,382% em 2008. O Orkut, considerado hoje (depois do Facebook) como o subúrbio  da internet, permanece o mais acessado entre as redes de relacionamento no Brasil: tem 51,09% de público verde-amarelo.

E o que significa isso?! Que sacudir, levantar a poeira e dar a volta pro cima ficou mais fácil. A fila não anda. Corre. Sim: buscar pessoas é mais rápido e fácil. E, na maioria das vezes, é mais “lucrativo” que caçar na balada, viu?! É na noite que a gente ouve mais as perguntas: “Tem Facebook?! Qual teu Twitter? Me adiciona no Orkut...”

Mas os desdobramentos das redes sociais caminham para além dos impactos na economia sexual. Agigantam-se como organizadoras de interesses e serviços, rompendo as barreiras de nacionalismos estreitos: o Facebook, com 400 milhões de usuários, ultrapassa o Brasil e EUA em números de habitantes. (Ninguém usa camisinha e nenhum outro meio anticoncepcional na internet. Crescei e multiplicai é o mandamento.)  

O Yelp.com, nos EUA e na Europa, organiza e rakeia o consumo com a colaboração de usuários. O Likedin.com e o Viadeo.com reúne perfis de profissionais e desponibilizam vagas no mercado de trabalho.  O Eons.com tem funcionado como cura para a depressão e o isolamento em idades mais avançadas. Sem falar de bibliotecas on-line: Scribd.com e mesmo o Google Books; filmotecas com acervos gigantescos: YouTube; e as rádios: MySpace, entre inúmeras outras.

Portanto não adianta fugir e “se preconceituar” com a vida virtual. Ela é muito real. E está claro que as redes sociais vão configurar definitivamente o futuro dos relacionamentos humanos.  E ninguém pode duvidar disso, porque é um fenômeno sem volta.

Você deve tá pensando com seus botões, ou com os seus teclado e mouse juntos: “Por que Alex está falando disso hoje?”. Porque além de estarmos conectados, querido leitor, eu estou me especializado em redes sociais, estudando o fenômeno (daí minhas muitas idas a São Paulo, também). E sim: sou um cool hunter (se você ainda não sabe que profissão é essa , vá procurar saber. Tente o Google). Enfim, por causa dos cursos que ando fazendo, estou lendo um livro  chamado “Futuretainment”(Phaidom, 2010), de Mike Walsh, que faz umas projeções incríveis para os próximos 20 anos. Olha só o que o cara prevê:

1- O crescimento do fenômeno  hikikomori. Que diabo é isso?! Explico: adolescentes japoneses que se isolam durante meses em seus quartos, em busca de apenas relacionamentos virtuais, e nenhum real.

2- O termo “diversidade” conduzirá 90% dos encontros nas redes sociais, pra simples conexão de informações.

3- Haverá aumento massiço de conceito binário de “amizade”, em que os usuários saberão todas as preferências culturais e sexuais do amigo virtual, sem necessidade alguma de marca encontros pessoais.

3- Os aspectos de sociabilização das redes sociais não implicarão mais familiaridade ou afeição, envolvendo apenas ferramentas que troquem status, atualizações de informações e interesses culturais comuns.

4- Cada um mostrará de modo aleatório, “aquilo que ele pretende fingir o que é”, provocando o surgimento da “on-line persona”.

Apesar de tudo isso, caro amigo virtual (ou não), o futuro dos relacionamentos caberá a outra esfera: a ruptura com a tradição da família e da propriedade. Aí seremos surpreendidos novamente. Daqui a pouco começa.  Onde estará você?!
 
P.S: Só pra reforçar caso você esteja me lendo só no papel, que tal ser um dos 2.500 leitores diários do meu sítio (alexpalhano.com.br)?! O mais engraçado é que você não será mais um dos 2.500; porque a conta é outra. Falando nisso, tô lá: na página principal da Elo Internet, no blog do site do Mandamentos Bar, e, claro, no portal O Imparcial Online.  De um jeito ou de outro estamos ligados.

Twitter: @AlexPalhano



O conteúdo disponibilizado pelos colunistas não reflete necessariamente a opinião da ELO Internet

ALEX Palhano

ALEX Palhano

Jornalista, produtor e cool hunter. Alex Palhano escreve sobre noite, moda, música, cinema e personalidades. Edita duas colunas no jornal O Imparcial (sextas e domingos) e tem um badalado site de noticias (www.alexpalhano.com). Hoje vive em São Paulo. Faz festas, ataca como DJ e produz eventos culturais para empresas e instituições.


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Comentários sobre NUNCA TE VI, SEMPRE TE CURTI

Monica Marletti Almeida

Dentista - MA
Enquanto querem relacao virtual... esqueceram dos scarpans...dos sorrisos intensos...da cohab...dos pulos na cama...das invasoes e gargalhadas...so esquecem...e buscam exatamente isso...virtual...
 

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