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(Crônica publicada na Coluna AlexPalhano, domingo, 07 de agosto de 2011, no jornal O Imparcial)
“Pare de correr atrás, pare de se importar. Seja indisponível, desapegue. Pessoas gostam, do que não têm” Caio Fernando Abreu
É isso: eu precisava dizer que te amo, meu grande amor, seja lá você quem for.
Vixe, vou falar de amor hoje. Sugestão de sobrevivência: tome uma dose dupla agora de vodca, ou de seu uísque favorito. Ah, você não bebe?! Não tá na hora?! Vá pegar sua água com açúcar então. Deixe ao seu lado pra uma emergência...
(Eu falei vodca porque ela tem um poder absoluto – não é trocadilho infame com Absolut, acredite – de amnésia incrível! Você bebe aquilo e, de repente, ela bate e você não sabe mais de nada...)
Amor. É uma questão complexa. Filósofos, poetas, cientistas, todo mundo tem uma teoria, não é?! Você sabe; eu fico com Nietzsche: “Há sempre alguma loucura no amor, mas há sempre um pouco de razão na loucura”. É bem inteligente. Só que ele, também, esqueceu, por conta da sífilis. Acredito: se morre de amor. Tem quem pague essa conta e tem quem nunca amou. Nem sei de quem é a sorte.
Sim; há algo muito comum entre o amor e a morte, já que nunca estamos prontos e nem sabemos quando vai acontecer nenhum, nem outro. No entanto, só uma das duas coisas é certa de rolar; e não é o amor. Se for pra confiar em algo pra viver, é melhor pensar em morrer logo de amor: duas cajadadas, numa paulada só. É; tudo é uma porrada.
Engraçado é que a gente não sabe ao certo quando começa o amor. Um sorriso no canto da boca o dia todo pode ser um sinal, feito a música de Cole Porter, que ouço agora: “Like the tick,tick, tock of the stately clock/ As it stands against the wall/ Like the drip, drip drip of the rain drops/ When the summer showers through/ A voice within me keeps repeating/ You, you, you... Night and day you are the one”...
Mas alguém sabe quando ele, o tal do amor, termina?! Talvez seja mais fácil reconhecer o fim. Um pouco de mágoa, um pouco de fumaça. Algo flutuando. Às vezes, tenho outro pensamento estranho a respeito disso: de qualquer jeito dói. O começo ou o fim?! É o começo e o fim. O amor e a despedida. O amor é uma despedida.
Sei que não preciso mencionar, mas não quero subestimar o óbvio (aprendi isso numa aula de marketing da vida): lembre-se que isso aqui é apenas um texto; uma construção. De todo modo, dói. Penso assim, ó: quando eu te amo é o momento exato de dizer adeus.
Por hoje, acabou.
P.S:. Havia prometido ser mais leve neste domingo, depois da crônica passada. Também não tô justificando minhas ideias de ressaca. Acredite: sou simples e leve, também, quando consigo querer. Mas, no Dia dos Pais, prometo: vou jogar pesado.
(Para ver fotos publicadas na coluna de domingo, clique aqui).
+ Crônicas da Coluna Alex Palhano publicadas em O Imparcial